Monday, December 17, 2007

Espanha: 1,2 milhões deixaram de fumar em dois anos

Inicialmente polémica e contestada tanto por fumadores como por empresas do sector e revendedores, a lei do Tabaco, em vigor em Espanha há praticamente dois anos, tem contribuído para uma redução significativa do número de fumadores.

Estima-se que desde a entrada em vigor da lei já tenham deixado de fumar mais de 1,2 milhões de pessoas em Espanha, empurrando os fumadores para uma minoria cada vez mais pequena na sociedade, inferior a 24 por cento.

Não que isso se note na maioria dos cafés ou restaurantes do país, onde a lei já vigora há dois anos mas onde as infracções se sucedem, quer por não se adaptarem os espaços ao fumo, quer por não se limitar a venda do tabaco a menores.

Em Portugal, a nova legislação do tabaco entra em vigor a 01 de Janeiro e, genericamente, proíbe o fumo em espaços fechados, nomeadamente locais de trabalho, de atendimento directo ao público, nos estabelecimentos de saúde, nas áreas de serviço e postos de abastecimento de combustíveis, nos centros comerciantes e nos parques de estacionamento cobertos.

É ainda proibido fumar nos transportes públicos e nos estabelecimentos de restauração ou de bebidas, incluindo os que possuam salas ou espaços destinados a dança.

A lei prevê contudo algumas excepções, nomeadamente que todos os estabelecimentos com menos de 100 metros quadrados possam optar entre proibir ou permitir o fumo, desde que obedeçam aos seguintes requisitos: as áreas estarem devidamente sinalizadas e separadas fisicamente das restantes instalações ou disporem de dispositivo de ventilação adequados ou sistema de extracção directamente para o exterior.

Quem não cumprir as proibições fica sujeito ao pagamento de uma multa que pode ir até aos 750 euros.

As multas para quem puxar de um cigarro em espaços fechados e fora das zonas previstas para fumadores oscila entre os 50 e os 750 euros e entre os 50 e os 1.000 euros para os proprietários de estabelecimentos privados e órgãos directivos de serviços da Administração Pública que não cumpram a legislação.

Os valores mais elevados, entre os 30 mil e os 250 mil euros, correspondem a infracções devidas ao incumprimento da lei no que respeita à composição e medição das substâncias contidas nos cigarros comercializados, à rotulagem e embalagem dos maços de cigarros, à venda de produtos de tabaco, à publicidade, promoção e patrocínio de tabaco e às campanhas de informação, de prevenção ou de promoção de vendas.

Fonte: Diário Digital / Lusa
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Friday, December 14, 2007

Tabaco vai aumentar até 10% a partir de Janeiro

O preço do tabaco vai aumentar 30 cêntimos a partir do próximo ano em algumas das marcas mais vendidas e que são fabricadas em Portugal. O SG Ventil e o Português Suave, por exemplo, devem passar dos actuais três euros por maço para 3,3 euros, o que representa um aumento de 10% em relação ao preço em vigor actualmente, de acordo com dados recolhidos pelo DN junto de fontes do mercado.

Os novos valores para as marcas mais populares fabricadas em Portugal, que já foram comunicados aos operadores pela Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo, reflectem uma nova subida do imposto sobre o tabaco a partir do próximo ano.

É o terceiro agravamento consecutivo da carga fiscal sobre o tabaco e resulta de uma das medidas extraordinárias do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para a consolidação das contas do Estado. O imposto representa cerca de 80% do preço de venda ao público do tabaco, pelo que a sua subida terá um impacto em praticamente todas as marcas fabricadas pela Tabaqueira, mas também nas marcas internacionais distribuídas em Portugal, onde os acréscimos de preço devem oscilar entre os 15 e os 30 cêntimos por maço.

Os novos preços vão começar a chegar ao mercado a partir do próximo ano, mas não logo no início de Janeiro, porque primeiro serão escoados os stocks a preços de 2007.

O aumento coincide ainda com a entrada em vigor da legislação que vai proibir fumar em todos os espaços públicos fechados, incluindo restaurantes até 100 metros quadrados, locais de trabalho e centros comerciais. A combinação dos dois factores poderá ter um efeito importante na redução do consumo.

Por ANA SUSPIRO
Fonte: Diário de Notícias
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Thursday, December 13, 2007

Quase cinco mil espaços fecham a porta ao tabaco

Quase cinco mil estabelecimentos, entre os quais restaurantes, cafés, bares, discotecas, hotéis e casas de turismo rural, a maioria da região Norte, vão fechar a porta ao tabaco a partir do próximo dia 1 de Janeiro. Representam cerca de 95% dos associados da Unishnor Portugal e a esmagadora maioria pediu o dístico indicativo de estabelecimento sem fumo.No Porto, espaços como o café Majestic e o Guarany, o restaurante Escondidinho, os hotéis do grupo Accor, o Hotel D. Henrique e a discoteca Vogue (na zona industrial) vão optar pela proibição total de fumar.

Estes estabelecimentos estão entre os 100 que aderiram ao programa "100% sem fumo" e que serão apresentados amanhã de manhã pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e pela Unishnor.

A proximidade da entrada em vigor da lei estará a influenciar muitos dos empresários do sector, que consideram já não haver tempo para fazer obras nos respectivos estabelecimentos , nomeadamente, a instalação de sistemas de ventilação para o exterior. O preço da intervenção, que deverá custar no mínimo 20 mil euros, as regras para os funcionários (ler ficha) e as coimas previstas na legislação também ajudam a decidir pela proibição de fumo.

Por: Inês Schreck
Fonte: Jornal de Notícias
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Saturday, December 8, 2007

Proibido fumar em todos os centros comercias

"Proibido fumar", é o dístico que todos os centros comerciais vão ostentar no primeiro dia de 2008. "Vamos cumprir a lei", foi o que os empresários do sector responderam ao DN. "E os fumadores?" Esses vão ter de se adaptar à nova realidade, pelo menos no início. É que os proprietários que pensam criar salas de fumo admitem estar atrasados e os outros vão esperar para ver. Só avançam para espaços alternativos à rua se houver uma diminuição de clientes.

"Gostava de ter uma sala de fumo em cada um dos centros comerciais onde os nossos clientes pudessem cómoda e confortavelmente fumar os seus cigarros. Está em curso uma avaliação da capacidade técnica para executar essa vontade. Teremos esse espaço nos centros em que tenhamos condições específicas - físicas e técnicas, de acordo com a lei. Entendemos isto [sala de fumo] como um serviço adicional que podemos prestar aos clientes", respondeu ao DN Álvaro Portela, presidente da Sonae Sierra. São proprietários de 20 centros comerciais, nomeadamente o Colombo, o Vasco da Gama, o Norte Shopping e o Algarve Shopping.

A excepção à regra de proibição do tabaco nos espaços Sonae são os restaurantes em que, "os proprietários podem decidir por criar espaços próprios para fumadores".

A Mundicenter (sete centros, entre os quais o Amoreiras) e o Dolce Vita (cinco a norte de Lisboa), preferem esperar pela reacção dos consumidores. "Será proibido fumar em todo o shopping, incluindo a restauração e o estacionamento. Apesar de não estarmos a equacionar a hipótese de haver espaços para fumadores, vamos avaliar o impacto da aplicação da nova lei", explica a porta-voz da Mundicenter.

Fonte: Diário de Notícias
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Friday, December 7, 2007

Tabaqueira: Fábrica de cigarros adapta instalações à proibição de fumar

Com a entrada em vigor da nova lei do tabaco, nem na casa que fabrica cigarros será possível fumar a partir de 01 de Janeiro de 2008.

As limitações ainda não chegaram, mas na Tabaqueira trabalha-se para adaptar um espaço envolvido em tabaco à proibição de fumar.

Salas para fumadores, formação aos funcionários e distribuição de folhetos informativos aos comerciantes são algumas das medidas aplicadas pela Tabaqueira para receber a nova legislação, em vigor dentro de um mês.

As adaptações passam sobretudo pelos escritórios da empresa, onde serão criadas seis salas específicas para fumar, uma vez que na fábrica há muito que as exigências contempladas na nova lei são já uma regra.

A par das adaptações do espaço, a empresa fez imprimir e distribuir junto de grossistas e retalhistas 30 mil exemplares de uma brochura com a nova lei, que os responsáveis consideram «bastante equilibrada».

Também os funcionários receberam formação sobre a nova legislação, para que tivessem «um nível de conhecimento superior» ao da generalidade das pessoas.

Fonte: Diário Digital
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Wednesday, December 5, 2007

Centro Colombo livre de fumo a partir de Janeiro 08

Centro ColomboA partir de Janeiro, o fumo fica à porta do Centro Colombo, Lisboa, onde se acredita que esta medida imposta pela lei não implicará perda de visitantes e se aposta na informação e na pedagogia para dissuadir fumadores.

«Os aviões também não deixaram de voar quando foi proibido fumar. Ninguém vai deixar de vir ao Colombo», afirmou em entrevista à agência Lusa António Bettencourt, director-geral do maior centro comercial da Península Ibérica, adiantando que, para si, «é um dado adquirido» que a inibição de fumar não irá afastar clientes.

Dentro de duas semanas, as cerca de 80 mil pessoas que em média visitam diariamente o Colombo começarão a ser informadas das restrições decorrentes da nova Lei do Tabaco através de avisos nas entradas do edifício.

Também em breve os vigilantes que trabalham no centro terão «formação completa e específica» nesta matéria, disse António Bettencourt, salientando que será dada «especial atenção» à forma de abordar os eventuais «prevaricadores».

«Tem de haver uma atitude de muito bom senso e paciência com alguns dos "prevaricadores". Não queremos ser agressivos com ninguém e teremos muito cuidado com a aproximação aos incumpridores», declarou, ressalvando, contudo, que em «casos limite» recorrerão às autoridades.

Ainda assim, o responsável máximo do Colombo acredita que não vão surgir «pontos de conflito» e que apenas pontualmente haverá clientes mais relutantes em aderir a estas regras.

A partir do primeiro dia do ano, haverá dísticos espalhados pelo centro com a indicação de que é proibido fumar e os actuais cinzeiros serão aproveitados para dar aos fumadores uma derradeira oportunidade de apagarem os cigarros.

Os restaurantes fechados e com mais de 100 metros quadrados poderão ser a única excepção à proibição total de fumar no edifício até ao terceiro trimestre de 2008, uma vez que a criação de áreas para fumadores está ainda a ser analisada à luz da remodelação global do centro.

Uma das áreas onde deverão ser criadas zonas de fumadores é no actual espaço de restauração aberto, denominado Cidade Perdida, onde numa primeira fase vigorará a proibição total de fumar.

Segundo o responsável do Colombo, a delimitação de mais áreas para fumadores será ponderada à medida das necessidades que a aplicação da lei for revelando.

Mais: AQUI (Diário Digital)

Saturday, December 1, 2007

Lei do Tabaco: Locais para fumadores só com segunda sala

Os "sistemas de ventilação actualmente disponíveis não são eficazes para eliminar a exposição" ao fumo do tabaco ambiental. A afirmação é da Organização Mundial de Saúde e consta de um parecer jurídico da Direcção-Geral de Saúde (DGS). Legalmente, os estabelecimentos com menos de 100 m2 poderiam optar por uma clientela fumadora, o que só é tecnicamente possível numa divisória e praticamente inviável em áreas comerciais pequenas.

A proibição do fumo do tabaco em locais públicos entra em vigor dia 1 de Janeiro. "A restauração, cafés e similares têm como regra a proibição de fumar", sublinha o director-geral de Saúde, Francisco George. Contudo, existem excepções e estas têm de obedecer a três requisitos: a fixação de dísticos (fumadores ou não fumadores) em locais bem visíveis; separação física entre a área de fumo e as restantes instalações, ou colocação de sistema de ventilação ou outro, desde que autónomo, capaz de impedir que o fumo se espalhe às áreas contíguas; ventilação directa para o exterior através de sistemas de extracção de ar.

Fonte: Diário de Notícias
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