Wednesday, February 28, 2007
Tabaco: número de fumadores caiu 32% desde 1996
O consumo de tabaco está a decrescer em Portugal. A edição 2006 do estudo Consumidor da Marktest contabilizou 1 391 mil fumadores, um número que representa 16,7% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos.Este número tem evidenciado uma tendência de descida nos últimos 10 anos. Em 1996, o estudo Consumidor mostrava que 22,1% dos residentes no Continente era fumador, um valor 32% acima do agora verificado.
Verifica-se através desta pesquisa que o hábito tabagista é muito heterogéneo entre a população, sendo ao nível da idade e da ocupação que mais diferenças se registam, mas o género e a classe social também apresentam diferenças significativas.
Entre os homens, a taxa de fumadores é mais do dobro da observada junto das mulheres, respectivamente 22,8% e 11,2%.
Os jovens dos 15 aos 17 anos são os que apresentam o valor mais baixo. Mesmo assim, 4% dos jovens desta idade diz fumar. Entre os 18 e os 24 anos há 20,3% de fumadores, um número que aumenta gradualmente até aos 24,8% observados junto dos indivíduos dos 35 aos 44 anos, o grupo onde mais indivíduos declaram ter este hábito, para baixar gradualmente a partir desta idade, até atingir os 5,5% junto dos idosos com mais de 64 anos.
Entre as regiões são observadas menores diferenças, embora os residentes na Grande Lisboa se destaquem dos restantes, com taxas bastante acima da média, 23,3%. Os residentes no Grande Porto também registam um valor acima da média, 18,9%. Todas as outras regiões apresentam valores abaixo desta média e aproximados entre si.
Na análise da ocupação a heterogeneidade de comportamentos é igualmente muito evidenciada. Os empregados do comércio, serviços e administrativos são os que mais se destacam, pois 27,4% deles são fumadores. Com valores mais próximos, oscilando entre 21,7% e 23,5% estão as outras ocupações activas, sendo os inactivos (reformados, estudantes e domésticas) os que apresentam valores mais abaixo da média.
Nas classes sociais, os valores oscilam entre os 24,5% de fumadores entre as classes alta e média alta e os 7,2% junto dos indivíduos da classe baixa.
Tuesday, February 27, 2007
Monday, February 26, 2007
Tabaco: Autor de petição queixa-se à procuradoria e ao PR
O autor de uma petição para apressar a entrada em vigor da lei do Tabaco apresentou hoje queixas à Provedoria de Justiça e ao Presidente da República, alegando que o direito constitucional à saúde não lhe é garantido.
Paulo Carmo, 33 anos, um engenheiro informático de Lisboa, não fumador, lançou em finais de Novembro uma petição on-line, que conta actualmente com oito mil assinaturas, para levar a discussão sobre os perigos do fumo passivo ao Parlamento e acelerar a aprovação da lei do tabaco.
A petição exige ao Governo que «aprove a legislação sobre o consumo de tabaco recentemente produzida, obrigando à proibição em todos os locais públicos e de trabalho, incluindo restaurantes, bares, discotecas, e estabelecimentos similares».
É a não aprovação dessa legislação que está também na origem das queixas contra o Governo e a Assembleia da República apresentadas agora por Paulo Carmo à Provedoria de Justiça e ao Presidente da República.
«A Constituição da República Portuguesa afirma no artigo 59.º que todos os trabalhadores têm direito à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde. No entanto, a actual legislação permite que se fume nos locais de trabalho, em restaurantes, bares e discotecas, apesar da comunidade científica ser hoje unânime ao referir os impactos negativos na saúde das pessoas devido ao fumo passivo», disse à agência Lusa o autor da queixa.
Paulo Carmo, 33 anos, um engenheiro informático de Lisboa, não fumador, lançou em finais de Novembro uma petição on-line, que conta actualmente com oito mil assinaturas, para levar a discussão sobre os perigos do fumo passivo ao Parlamento e acelerar a aprovação da lei do tabaco.
A petição exige ao Governo que «aprove a legislação sobre o consumo de tabaco recentemente produzida, obrigando à proibição em todos os locais públicos e de trabalho, incluindo restaurantes, bares, discotecas, e estabelecimentos similares».
É a não aprovação dessa legislação que está também na origem das queixas contra o Governo e a Assembleia da República apresentadas agora por Paulo Carmo à Provedoria de Justiça e ao Presidente da República.
«A Constituição da República Portuguesa afirma no artigo 59.º que todos os trabalhadores têm direito à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde. No entanto, a actual legislação permite que se fume nos locais de trabalho, em restaurantes, bares e discotecas, apesar da comunidade científica ser hoje unânime ao referir os impactos negativos na saúde das pessoas devido ao fumo passivo», disse à agência Lusa o autor da queixa.
Sunday, February 25, 2007
Friday, February 23, 2007
No Smoke Zone
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Objectivos do site:
1 - A divulgação a não fumadores (e não só) onde podem encontrar um restaurante com zona ou sala em que saberão não serem incomodados com o vício da nicotina.
2 - A possibilidade dos proprietários de zonas de restauração (e não só) publicitarem o seu negócio, anunciando gratuitamente que o seu estabelecimento possui zona ou sala para não fumadores.
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Photo © 2002 Seth White 